As placas internas desempenham um papel essencial na arquitetura dos servidores, sendo responsáveis por expandir, acelerar e especializar suas funcionalidades. Cada tipo de placa é projetado para atender a demandas específicas, como conectividade de rede, processamento gráfico, armazenamento, segurança e gerenciamento remoto.
Em ambientes corporativos e data centers, essas placas são fundamentais para garantir alto desempenho, disponibilidade, escalabilidade e eficiência energética. Elas permitem que os servidores suportem aplicações críticas como virtualização, inteligência artificial, banco de dados, serviços em nuvem, e processamento de grandes volumes de dados (Big Data), segue os dois tipos mais usuais.
NIC (Network Interface Card)
Também chamada de placa de rede, conecta um computador/servidor a uma rede. Atua como uma interface física e lógica entre o dispositivo e a rede (Ethernet, fibra, Wi-Fi, etc.).
Funções principais:
- Enviar e receber pacotes de dados;
- Suportar protocolos de rede (Ethernet, TCP/IP);
- Identificação via MAC Address;
- Passiva em processamento: só transfere dados para a CPU tratar.
SmartNIC
É uma NIC avançada, com recursos de offload (descarregar tarefas da CPU para a placa), possui processador próprio (ex.: ARM, FPGA ou ASIC) e memória embutida. Podendo executar funções de rede complexas diretamente na placa.
Características principais:
- Criptografia e compressão;
- Firewall, NAT, roteamento;
- Virtualização de rede (SR-IOV, VXLAN);
- Monitoramento e análise de tráfego;
- Reduz a carga da CPU principal e melhora desempenho em data centers, nuvens e ambientes 5G.
Exemplos de uso:
- Data centers hyperscale (AWS, Azure, Google Cloud);
- Ambientes de NFV (Network Functions Virtualization);
- Redes de alto desempenho em HPC (High Performance Computing);
- Redes seguras com criptografia e balanceamento de carga.